sexta-feira, 17 de outubro de 2014

The Economist e "the bate"

Os últimos capitulos foram quentes na disputa eleitoral, não acha?
Foram debates cheios de ataques (e consequentemente poucas propostas), e agora pouco, estava lendo a matéria da revista The Economist, achei alguns pontos interessantes. Mesmo assim, não consigo, até hoje, encontrar todas as soluções que acho necessárias em nenhuma das duas alternativas. Justifico os pontos fracos das duas candidaturas na minha opinião:

Dilma: Má gestão econômica que não assume seus erros, aparelhamento do estado, governo de uma coalizão promiscua entre partidos.

Aécio: Politica Neoliberal que resulta em desigualdade, gestão de incentivo ao agronegócio sem esforço para restrições ambientais, incistência na redução da maioridade penal para agradar eleitorado mais conservador.

Exatamente por isso defendo a construção da terceira via, a tônica dessa eleição é um eleitorado que está dividido entre desejo mudança e temor de um retrocesso

Me importo com as questões estruturais do Brasil, e acho que deveríamos pensar mais nelas, pois não vejo nenhum dos dois modelos até agora empenhando energia para suas resoluções...........

foto: site da revista the Economist


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Você sabia que o contrato de concessão da ponte Rio-Niterói está sendo renovado?

Na semana passada fui surpreendido por uma noticia que recebi pela internet, ela dizia que a concessão da ponte Rio-Niterói estava para ser renovada e que o valor do pedágio com essa renovação poderia cair dos atuais R$5,20 para R$4,27 especificados pela ANTT, quase um Real a menos de taxa. Num primeiro momento eu olhei essa noticia como uma boa iniciativa (e confesso que até certo estranhamento) mas após pouco tempo uma nova noticia chegou dizendo que duas obras foram incorporadas ao projeto e isso elevaria o valor da tarifa para R$5,37. Na minha opinião mais uma vez a lógica do lucro empresarial em detrimento do bem estar população se fez presente.

A partir desse susto, tive a ideia de começar pesquisar o projeto pelos documentos apresentados no site da ANTT e cheguei a conclusão de que salve engano, poderíamos incorporar essas alternativas:

  1. A concessão nova tem o período de 30 anos, isso mesmo, 30 anos. Poderia se pensar num contrato menor e com clausulas de renovação periódicas incisivas, que estabeleceriam metas e possibilidade de não renovação em caso de não cumprimento.
  2. Nos locais de realizações de audiências públicas não foi incluída a cidade de Niterói. Mesmo que não seja obrigatório por lei, realizar uma audiência em Niterói é ético, pois os cidadãos niteroienses são parte diretamente envolvida na questão. Além do mais, é parte importante do amplo debate ouvir todos os envolvidos
  3. No projeto não vi nenhuma contra partida ambiental incisiva. Seria muito bom obrigar por contrato a concessionária nova a fazer logística reversa. Por exemplo: pneus feitos de borracha reciclada. Poderia também implantar iluminação de led economizando energia, criar áreas verdes no entorno, programas de proteção a pescadores entre outras coisas.
  4. Ainda falando da questão ambiental, seria muito bom que o contrato com a nova administração previsse descontos progressivos a veículos que emitem menos co2 como os movidos por GNV, Biodiesel e Elétricos.
  5. As 2 obras do entorno poderiam ser licitadas em separado, o que pode diminuir os custos do projeto e consequentemente a carga em cima da população.
  6. As obras do entorno poderiam ser financiadas por recursos públicos já que os proprietários de veículos já pagam impostos para isso.
  7. Muito importante lembrar que fazendo uma consulta ao site contas abertas observei salve engano, que temos 13,5 Bilhões de reais liberados em verba e que até junho só 3,2 bilhões haviam sido usados.
  8. O novo projeto diz que serão construídas duas novas baias, se temos um volume de veículos de 140 mil veículos dia, (26 milhões ano) e isso provavelmente vai aumentar bastante ao longo dos anos, apenas duas baias parece muito pouco.
  9. Seguindo a logica do aumento de veículos, é interessante pensar que o serviço socorrista também precisa ser ampliado.
  10. Desenvolvimento de tecnologias como aplicativos para celulares que mostram informações sobre o trânsito também seriam muito interessante de se incluir no contrato.
  11. Todas as melhorias deveriam ter prazos.
Na quarta feira 15/10 estará acontecendo uma audiência pública no Rio de Janeiro, pretendo apresentar esse artigo lá. Encaminharei também aos deputados da REDE e as bancadas de oposição em Niterói. Peço que apoiem a minha luta.
 
 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Quem foi desconstruído?

Pergunte a você mesmo. Quais os temas abordados na campanha presidencial até agora? Infelizmente nesse primeiro turno das eleições pouco vimos de propostas, claramente a opção da maior parte das candidaturas (mesmo as dos candidatos inexpressivos) foi trabalhar com desconstrução e não construção. A lógica é simples, se temos um prédio pra ser construído e dentro do tempo que temos para realização da obra nos preocupamos mais com demolição de partes que não nos interessam na maneira como achamos que o prédio deve ser erguido, de qualquer forma acabamos não construindo prédio nenhum.

Logicamente algum efeito se criou com toda essa desconstrução, os canhões de João Santana do PT com 90% do seu poder de fogo voltados para Marina serviram para alcançar seu primeiro objetivo, eliminar o candidato que julgavam mais forte em um eventual segundo turno. Porém a escolha de um ataque sem precedentes pode acabar por custar caro ao partido.

O ataque sem medidas funcionou muito bem nas classes D e E da sociedade, mas pode ter afugentado todo o resto. O atual governo sempre teve jogando contra sua campanha a imagem de uma administração de ética duvidosa, cercada de escândalos e feita em cima de negociata de cargos em ministérios e estatais. Receio que atacar sem medidas a Marina acabou gerando uma imagem de “caramba, eles são capazes de tudo mesmo”. Marina investiu em uma postura de vitimização, o que não deu certo, opa! Não deu certo pra ela, mas foi perfeito para Aécio.

Batendo em Marina o PT criou um adversário forte, que entrou no meio da disputa, mais forte que os do começo da campanha. O segundo turno deixou de ser um Dilma x Aécio para dar lugar a um PT x Não PT. As pessoas não estão votando em Aécio, mas sim num candidato virtual chamado “Não PT”.

Se por um lado a campanha de desconstrução gerou tudo isso, por outro o PT continua tendo a seu favor os canhões poderosos de João Santana, no segundo turno os canhões estarão todos apontados para o seu opositor e ele terá que resistir a essas duas semanas de ataque.

Imagem: Blog Robson Pires