terça-feira, 21 de abril de 2015

Redescobrimento do Brasil?

Que nós estamos vivendo um período de crise na política brasileira e nas relações entre, estado população e iniciativa privada quase ninguém duvida, porém por mais incrível que pareça, no final das contas isso pode ter um resultado bom. Não se esqueça que crise significa purificação ou oportunidade de crescimento. Tomo como base a Operação Mãos Limpas (ou Mani pulite), investigação judicial de grande envergadura na Itália, que semelhante a Lava-jato visava esclarecer casos de corrupção durante a década de 1990.
Não me refiro a mudar as pessoas e instituições da agua para o vinho instantaneamente, mas sim de se criar o hábito de investiga-las sem impedimentos e punir os culpados de maneira pedagógica. Isso sim pode se tornar um verdadeiro hábito saudável. Pessoas corruptas existem em todas as sociedades até hoje, o que difere as sociedades é o quanto de espaço essas pessoas tem no poder.

A oportunidade está na nossa frente, e como podemos fazer para aproveita-la? Simples. Vamos dar voz ao bem, lembre-se que o silêncio dos bons é excelente para os maus. Sabemos que estamos num país que tem muita gente de bem e exatamente essas pessoas devem se tornar instrumentos de referencial.

Você que está lendo meu artigo pode ser um instrumento de referencial. Seja parte da mudança que você quer ver, quem sabe não é hora de redescobrir o Brasil e resgatar o que temos de melhor? O descobrimento do território já aconteceu, agora é uma excelente oportunidade de redescobrir, não mais o território e sim a identidade.

Bolsowyllys

Digo e repito que Bolsonaro e Jean Wyllys são grandes cabos eleitorais um do outro.

O pensamento de nenhum dos dois tem real interesse na resolução dos problemas, muito pelo contrário, quanto mais “o circo pegar fogo” e as pessoas tiverem medo do outro, melhor para eles.
Legislam de forma intransigente, por vias de embate e não de diálogo, mandatos voltados apenas para seus seguidores e não pensando no melhor para toda a sociedade. Nenhum dos dois me representa

terça-feira, 14 de abril de 2015

Será que estamos entendendo os protestos?

Evidentemente não se fala de outra coisa nos veículos de comunicação, todos de alguma forma fazem reportagens e se referem as manifestações do dia 12. Agora que a poeira abaixou, vale a pena olhar para os resultados e refletir sobre o que as ruas e as redes tem demonstrado, mas principalmente quem entenderá melhor o idioma falado por elas e terá condições de lhe dar uma resposta satisfatória.

A maior parte das pesquisas tem mostrado que em meio a essa nuvem de pautas, existe uma confluência em comum, o motivo mais citado pelas pessoas para ir as ruas foi a indignação com a corrupção. Há um esgotamento dos modelos de Estado, democracia e representação política, em grande parte por consequência dela e somado a isso os grandes problemas econômicos e sociais enfrentados pelo Brasil, na opinião da população também em grande parte motivados pela corrupção. Mais que somente um fora Dilma o grito parece mesmo um fora a esse sistema viciado

A nós que nos colocamos como lideranças capazes de conduzir o processo de soluções para os problemas vale um pensamento: Usando essa mesma língua das ruas e das redes precisamos apontar saídas e nos mostrar capazes de implanta-las. Com credibilidade podemos apontar metas, estipular prazos e prestar contas. Algo bem mais profundo que o atual governo que só soube fazer marketing.

O diálogo com as ruas e as redes (na sua língua) é uma grande chance de mostrar que é possível mudar. Movimentos como Podemos na Espanha e Syriza na Grécia, aproveitaram isso dando rumo pra insatisfação, e quem sabe não chegou a nossa hora?