Apesar desse problema, olhando para ações aplicadas com sucesso em outras grandes metrópoles, somadas a um esforço de priorização da população em detrimento do lucro das grandes empresas junto com atitudes relacionadas a sustentabilidade, percebemos que é possível uma solução.
Antes de mais nada, para se combater exitosamente um problema, é preciso conhecer e eliminar suas causas. A administração pública deverá necessariamente complementar seu programa com um audacioso grupo de ações que incidam diretamente sobre as causas maiores das enchentes. Especialistas apontam que basicamente são 3: Impermeabilização do solo, ocupação irregular, assoreamento dos rios por destino de lixo e resíduos sólidos. Baseando-me nisso quero apresentar soluções viáveis:
- Impermeabilização do solo:
A boa notícia é que já existem tipos de pavimentos permeáveis utilizados com sucesso há mais de trinta anos nos Estados Unidos e em países europeus, como Inglaterra e Alemanha, embora de uso relativamente recente no Brasil. Outra boa opção para algumas localidades são os Blocos intertravados - como os usados em calçadões e em ruas de cidades menores - assentados sobre areia permitem que a água penetre no solo e escoe sob o piso das ruas e avenidas
Vale lembrar que Quanto mais espaço coberto por vegetação, melhor. Solo não pavimentado absorve até 90% da água da chuva. As cidades deveriam ter 12 m² de área verde por habitante - São Paulo, por exemplo, tem uma média de apenas 4m²
- Ocupação Irregular:
Isso visa reduzir drasticamente os intensos processos erosivos que incidem sobre todas as frentes de expansão urbana da metrópole, hoje palco de um verdadeiro desastre geológico
Nos locais já ocupados é necessário Aumentar a capacidade de retenção de águas de chuva por infiltração e reservação. Uma excelente alternativa para isso são telhados verdes que podem reter até 25% da água.
- Assoreamento dos rios:
Assim como o lançamento irregular do entulho de construção civil e do lixo urbano.
É preciso ser feito durante todo ano um trabalho de conscientização da população sobre o destino de lixo, que também favorece as enchentes. "Esse trabalho de informação sobre os resíduos sólidos deve ser contínuo, não se pode falar só durante a chuva.
Outra coisa importante de se dizer é que Usar avenidas vizinhas a rios como vias de grande circulação é uma péssima ideia. Quando chove muito e o nível do rio sobe, essas áreas são as primeiras a sofrer e comprometem o trânsito da cidade inteira
Iniciativas tomadas em outros países mostram que é possível resolver o problema
A Holanda é uma das regiões da Europa mais suscetíveis a enchentes, pois o país tem 26% de seu território abaixo do nível do mar. Lá, o governo trabalha há anos com um plano de reordenamento territorial, que prevê um recuo nos diques de contenção, ampliando as áreas de alagamento.
A cidade de Tóquio, no Japão, também é apontada como exemplo. Entre as preocupações do governo está a detenção das águas pluviais, com a construção de reservatórios capazes de armazenar bilhões de metros cúbicos de água, e a sua utilização para fins não-potáveis.
Mais do que nunca é necessário que trabalhemos por nossa cidade pensando no bem estar, no compromisso de favorecer a população e não a construção civil. Precisamos de mudança
A Holanda é uma das regiões da Europa mais suscetíveis a enchentes, pois o país tem 26% de seu território abaixo do nível do mar. Lá, o governo trabalha há anos com um plano de reordenamento territorial, que prevê um recuo nos diques de contenção, ampliando as áreas de alagamento.
A cidade de Tóquio, no Japão, também é apontada como exemplo. Entre as preocupações do governo está a detenção das águas pluviais, com a construção de reservatórios capazes de armazenar bilhões de metros cúbicos de água, e a sua utilização para fins não-potáveis.
Mais do que nunca é necessário que trabalhemos por nossa cidade pensando no bem estar, no compromisso de favorecer a população e não a construção civil. Precisamos de mudança

