Evidentemente não se fala de outra coisa nos veículos de comunicação, todos de alguma forma fazem reportagens e se referem as manifestações do dia 12. Agora que a poeira abaixou, vale a pena olhar para os resultados e refletir sobre o que as ruas e as redes tem demonstrado, mas principalmente quem entenderá melhor o idioma falado por elas e terá condições de lhe dar uma resposta satisfatória.
A maior parte das pesquisas tem mostrado que em meio a essa nuvem de pautas, existe uma confluência em comum, o motivo mais citado pelas pessoas para ir as ruas foi a indignação com a corrupção. Há um esgotamento dos modelos de Estado, democracia e representação política, em grande parte por consequência dela e somado a isso os grandes problemas econômicos e sociais enfrentados pelo Brasil, na opinião da população também em grande parte motivados pela corrupção. Mais que somente um fora Dilma o grito parece mesmo um fora a esse sistema viciado
A nós que nos colocamos como lideranças capazes de conduzir o processo de soluções para os problemas vale um pensamento: Usando essa mesma língua das ruas e das redes precisamos apontar saídas e nos mostrar capazes de implanta-las. Com credibilidade podemos apontar metas, estipular prazos e prestar contas. Algo bem mais profundo que o atual governo que só soube fazer marketing.
O diálogo com as ruas e as redes (na sua língua) é uma grande chance de mostrar que é possível mudar. Movimentos como Podemos na Espanha e Syriza na Grécia, aproveitaram isso dando rumo pra insatisfação, e quem sabe não chegou a nossa hora?
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