terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Você sabe como está o acesso a banda larga no Brasil?

Talvez você não saiba mas desde 2012 o Brasil possui, por iniciativa do governo, um plano nacional de banda larga que tem por objetivo massificar o acesso à internet em banda larga no país, principalmente nas regiões mais carentes da tecnologia. O objetivo inicial era de chegar a 40 milhões de domicílios conectados à rede mundial de computadores em 2014.

O tempo passou e a meta está longe de ser batida, no ano passado o Brasil encerrou setembro com apenas 25,43 milhões de acessos à banda larga fixa, uma realidade mais dura ainda se observarmos que a o acesso é mal distribuído entre as regiões, fazendo com que as áreas, mais carentes sejam desassistidas. O Sudeste concentra o serviço, com quase 15 milhões de pontos de acesso

Se levarmos em consideração em conjunto o acesso móvel, o acesso à internet em domicílios chegou a 85,6 milhões de brasileiros, ou seja, equivalente a apenas 49,4% da população, segundo indica o IBGE na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2013. Algumas pesquisas mostram que no Brasil mais de 38 milhões de famílias vivem um hiato digital

O que identificamos com esses dados? O PNBL está defasado e desatualizado, porém com algumas soluções podemos proporcionar uma reviravolta nessa situação:

  1. O plano deve ser revisto e atualizado para a nova realidade da internet brasileira. As velocidades mudaram, pois o consumo de serviços que exigem mais velocidade de conexão como streaming de vídeo está estabelecido.
  2. As resoluções que se referem a prestação de serviço das operadoras devem garantir mais qualidade no serviço, por exemplo: Obrigar as operadoras a oferecem a velocidade contratada de maneira real a maior parte do tempo e não apenas frações da velocidade com picos de alta performance como temos hoje em muitos lugares
  3. Sinal aberto e de qualidade em vias públicas é muito importante. Projetos de acesso público à internet de alta qualidade impulsionam o mercado a oferecer serviço melhor, pois o usuário começa a perceber que no espaço público está tendo melhor desempenho e com isso cobra mais do serviço na sua casa.
  4. Democratizar o acesso através destes mesmos projetos em espaços públicos leva internet a periferias onde o acesso é muito mais restrito por questões econômicas e de infraestrutura.
  5. Olhar com atenção as regiões mais pobres do Brasil e obrigar as operadoras a investir em tecnologia de maneira efetiva (saindo dos falsos planos de ação), fazendo o acesso chegar a essas regiões.
É importante estar atento ao para o papel central que a internet ocupa hoje na sociedade. Por ela passam, cada vez mais, as relações econômicas, políticas e sociais. Continuaremos atentos e cobrando por uma sociedade mais justa no que se refere ao acesso digital

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