sábado, 6 de setembro de 2014

O problema dos lixões e aterros

Você sabia que o prazo final para o fim dos lixões no Brasil, segundo apolítica nacional de resíduos sólidos, terminou no último dia 2 de agosto? Já ouviu falar sobre a diferença entre lixão, aterro sanitário e usina de processamento de lixo? infelizmente muitas prefeituras (principalmente as de pequenas cidades) não tem tomado as iniciativas adequadas para cumprir a lei e dar este importante passo na construção de uma sociedade melhor. 60% dos municípios não conseguiram erradicar os lixões.
O Problema: Lixão é uma bomba relógio ambiental, onde se deposita o lixo a céu aberto sem o tratamento adequado, a política nacional de resíduos sólidos estipulou o prazo para que todas as prefeituras desativem os lixões e comecem a depositar seu lixo em aterros sanitários preparados. Interessante é que hoje no Brasil já temos tecnologia para implantação de unidades de processamento de resíduos sólidos (muito melhores que os lixões) que processariam 99% do lixo, combinariam a reciclagem de materiais, seriam autossuficientes e ainda produziriam energia elétrica para ser utilizada ou vendida. Por exemplo, uma usina de um município de cerca de 130 mil habitantes fica pronta, funcionando, em cerca de 6 meses e os subprodutos da biomassa gerada no processo têm inúmeras aplicações tais como tijolos e telhas ecológicas, madeira ecológica e pisos.

Cooperativas: Se administrada de forma adequada, a extinção dos lixões cria novos empregos e oportunidades para os catadores, que hoje na maioria dos municípios vivem na informalidade e em condições de vida desumanas. Os catadores passariam a trabalhar em cooperativas, o que os retiraria da informalidade, assim garantindo seu direitos trabalhistas. Infelizmente, Estima-se que hoje no Brasil existem 600 mil catadores e só 10% cooperativados. Necessitamos de um programa de inclusão social dos catadores.

Consórcios de municípios: A maioria dos pequenos municípios não tem porte suficiente para acomodação de uma usina e não produzem volume de lixo suficiente, nesses casos é necessário a formação de consórcios para que cidades de uma região atinjam um volume de lixo comum a ser processado. Municípios com menos de 200 mil habitantes por exemplo podem formar parcerias e lucrarem juntos.

Mas e Niterói? Niterói produz diariamente cerca de 700 toneladas de lixo, embora o lixão do Morro do Céu tenha sido desativado por recomendação do Ministério Público a ideia da atual administração é continuar usando o local para transbordo do lixo que vai para o aterro sanitário de Itaboraí ou para o do Anaia.

Não seria muito mais interessante se implantássemos na cidade ou iniciássemos junto com os municípios vizinhos uma UPRS?

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